O que começou com um ensaio já no finalzinho da gravidez da Flavinha, virou um plano de acompanhamento mensal do primeiro aninho da Gabi! Considero um privilégio poder registrar um pedacinho desse processo tão bonito e emocionante de crescimento das famílias e do desenvolvimento dos pequenos. O tempo passa tão rápido e cada nova etapa desse crescimento traz novos desafios e novas alegrias. Me sinto feliz e honrada com a responsabilidade de eternizar essas memórias e com a confiança depositada em mim! #fotografiacomamor #fotografiadefamilia #bebê #fotografiabh #ensaioinfantil #fotografabh #família #ensaiogestante #lifestyle #fotografialifestyle #fotografiaprofissional #laços (em Belo Horizonte)

O que começou com um ensaio já no finalzinho da gravidez da Flavinha, virou um plano de acompanhamento mensal do primeiro aninho da Gabi! Considero um privilégio poder registrar um pedacinho desse processo tão bonito e emocionante de crescimento das famílias e do desenvolvimento dos pequenos. O tempo passa tão rápido e cada nova etapa desse crescimento traz novos desafios e novas alegrias. Me sinto feliz e honrada com a responsabilidade de eternizar essas memórias e com a confiança depositada em mim! #fotografiacomamor #fotografiadefamilia #bebê #fotografiabh #ensaioinfantil #fotografabh #família #ensaiogestante #lifestyle #fotografialifestyle #fotografiaprofissional #laços (em Belo Horizonte)

Eu sempre gostei muito de estrada. Quando criança, morava no interior e vinha pra BH passar férias com minha avó. Depois vim morar com minha avó, e ia pro interior com frequência ver meus pais e irmãs. Gostava de viajar de carro, mas principalmente gostava de viajar de ônibus sozinha. Desde muito nova tenho essa sensação de que minha vida só é completa em movimento. Não estou falando de viagens de férias, de juntar dinheiro pra conhecer a Europa. Era outra coisa: é como se meu lugar fosse a estrada. Lembro que pouco antes do primeiro vestibular eu falava que ia me formar em psicologia e sair viajando por aí ajudando as pessoas que encontrasse no caminho. Sonho muito maior que ter uma casa ou apartamento era ter um motorhome e viver a vida toda em movimento. Sempre tive essa ligação com a estrada, mas é também desde criança que tenho uma ligação com a ansiedade e um medo maior que eu.Há alguns anos desenvolvi um transtorno de ansiedade e uma de suas manifestações é através do medo de estrada. Medo não - pavor. De repente a estrada não era mais o lugar onde minha vida se expandia, mas o lugar onde muitas vidas se perdem todos.os.dias. Passei a ver estrada como roleta-russa. Entrava no carro com a sensação horrível de que não sairia dele. Viagens longas de estrada, que antes eram prazerosas, se tornaram impossíveis. Tive pesadelos muito vívidos com acidentes. Por três anos precisei tomar ansiolítico pra viajar duas horas e meia pra visitar meu pai. Um remédio que me deixa lerda, com sono, e que muitas vezes engole as memórias da viagem.  
Há alguns meses, resolvi tentar voltar da casa do meu pai sem o remédio, e com a câmera na mão fotografei tudo que prendia meu olhar nos 180km de distância. Quando cheguei em casa, percebi que consegui fazer a viagem sem nenhuma crise de ansiedade. Há uma semana, consegui fazer a viagem de volta de São Paulo sem remédio algum. Entre sete e oito horas de estrada, pela primeira vez em quase cinco anos. E por alguns momentos, eu quase senti de novo minha vida se expandir com o movimento.A fotografia me ajuda a superar uma ansiedade que me domina e imobiliza há muito tempo. Me ajuda a concentrar na travessia e esquecer do lugar de chegada, seja ele qual for. 
"Ah, tem uma repetição, que sempre outras vezes em minha vida acontece. Eu atravesso as coisas – e no meio da travessia não vejo! – só estava era entretido na idéia dos lugares de saída e de chegada. Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?” Grande Sertão: Veredas

Eu sempre gostei muito de estrada. Quando criança, morava no interior e vinha pra BH passar férias com minha avó. Depois vim morar com minha avó, e ia pro interior com frequência ver meus pais e irmãs. Gostava de viajar de carro, mas principalmente gostava de viajar de ônibus sozinha. Desde muito nova tenho essa sensação de que minha vida só é completa em movimento. Não estou falando de viagens de férias, de juntar dinheiro pra conhecer a Europa. Era outra coisa: é como se meu lugar fosse a estrada. Lembro que pouco antes do primeiro vestibular eu falava que ia me formar em psicologia e sair viajando por aí ajudando as pessoas que encontrasse no caminho. Sonho muito maior que ter uma casa ou apartamento era ter um motorhome e viver a vida toda em movimento. Sempre tive essa ligação com a estrada, mas é também desde criança que tenho uma ligação com a ansiedade e um medo maior que eu.

Há alguns anos desenvolvi um transtorno de ansiedade e uma de suas manifestações é através do medo de estrada. Medo não - pavor. De repente a estrada não era mais o lugar onde minha vida se expandia, mas o lugar onde muitas vidas se perdem todos.os.dias. Passei a ver estrada como roleta-russa. Entrava no carro com a sensação horrível de que não sairia dele. Viagens longas de estrada, que antes eram prazerosas, se tornaram impossíveis. Tive pesadelos muito vívidos com acidentes. Por três anos precisei tomar ansiolítico pra viajar duas horas e meia pra visitar meu pai. Um remédio que me deixa lerda, com sono, e que muitas vezes engole as memórias da viagem.  

Há alguns meses, resolvi tentar voltar da casa do meu pai sem o remédio, e com a câmera na mão fotografei tudo que prendia meu olhar nos 180km de distância. Quando cheguei em casa, percebi que consegui fazer a viagem sem nenhuma crise de ansiedade. Há uma semana, consegui fazer a viagem de volta de São Paulo sem remédio algum. Entre sete e oito horas de estrada, pela primeira vez em quase cinco anos. E por alguns momentos, eu quase senti de novo minha vida se expandir com o movimento.

A fotografia me ajuda a superar uma ansiedade que me domina e imobiliza há muito tempo. 
Me ajuda a concentrar na travessia e esquecer do lugar de chegada, seja ele qual for. 

"Ah, tem uma repetição, que sempre outras vezes em minha vida acontece. Eu atravesso as coisas – e no meio da travessia não vejo! – só estava era entretido na idéia dos lugares de saída e de chegada. Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?” 
Grande Sertão: Veredas

meumaracatupesaumatonelada

Aceitou o Desafio: Steh Boaventura #desafioartegorda

meumaracatupesaumatonelada:

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O livro ~mais antigo do mundo não poderia deixar de ser também machista, né? Obviamente escrito por homens, a Bíblia Sagrada é o leito onde repousa parágrafos de violência e versículos de obrigatoriedade da mulher, que  é descrita como serva submissa ou moeda de troca.
Além de gravidez obrigatória, fidelidade, monogamia; condenação da menstruação e condenação a morte. Esse livro é oh… uma coisa…

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Em 19 de agosto de 1839, o governo francês anunciou oficialmente a Invenção da Fotografia como uma dádiva para o mundo. É o anúncio da invenção de Louis Daguerre, o daguerreótipo, que marca o Dia Mundial da Fotografia.
Aproveito para compartilhar um texto sobre meu início na fotografia:
"É como se já houvesse em mim um interesse pela fotografia como algo mais do que apenas o registro familiar – um interesse por capturar situações e momentos que não pareciam, aos outros, dignos de registro (é importante lembrar que se tratava de um outro momento para a fotografia, em que cada clique gerava custos que não são mais um problema na fotografia digital). É claro que não penso que eu estava destinada à fotografia, mas essa imagem no restaurante é um retrato do que eu iria me tornar muitos anos depois, mesmo após tantos descaminhos: a pessoa atrás da câmera." Leia mais: http://goo.gl/8uSY0phttps://www.facebook.com/stehboaventura

Em 19 de agosto de 1839, o governo francês anunciou oficialmente a Invenção da Fotografia como uma dádiva para o mundo. É o anúncio da invenção de Louis Daguerre, o daguerreótipo, que marca o Dia Mundial da Fotografia.

Aproveito para compartilhar um texto sobre meu início na fotografia:

"É como se já houvesse em mim um interesse pela fotografia como algo mais do que apenas o registro familiar – um interesse por capturar situações e momentos que não pareciam, aos outros, dignos de registro (é importante lembrar que se tratava de um outro momento para a fotografia, em que cada clique gerava custos que não são mais um problema na fotografia digital). É claro que não penso que eu estava destinada à fotografia, mas essa imagem no restaurante é um retrato do que eu iria me tornar muitos anos depois, mesmo após tantos descaminhos: a pessoa atrás da câmera." Leia mais: http://goo.gl/8uSY0p

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